MORADORES E PREFEITURA DE PALMEIRAIS PROMOVEM FESTIVAL DO PEQUI E INICIAM PLANTIO DE VIVEIRO DE MUDAS PARA REFLORESTAR REGIÃO COM FRUTAS DA CHAPADA
Os moradores e a Prefeitura de Palmeirais (112 km de Teresina) vão promover nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2010, no centro da cidade, o Festival do Pequi, como forma de incentivar a exploração econômica do fruto da chapada que ocupa cerca de 400 dos 1.400 metros quadrados quadrados da área do município.
"O Festival do Pequi terá stands, shows e demonstrações da exploração da cultura do piqui na culinário, na medicina popular com o aproveitamento de seu azeite. Queremos coordenar a cultura do piqui porque atualmente seu plantio é aleatório para atrair investidores e aproveitar a fruta para gerar renda e empregos", afirmou o secretário municipal de Cultura, professor de Português e escritor, Romério Ribeiro.
O piqui está entranhado na vida da população de Palmeirais, de 14,7 mil habitantes. Os pés de piqui aparecem na maioria dos sítios, quintais e o apego dos habitantes com o fruto é tanto que os moradores do bairro Bacuri, na periferia de Palmeirais, fizeram movimento para evitar que o pé de pequi que fica no meio da Rua Adalgiso Ribeiro fosse derrubado quando a Prefeitura de Teresina foi fazer o calçamento.
A comerciante Zuleide Oliveira disse que a árvore tem 15 anos e a população não deixou que a árvore fosse derrubada. "A árvore começou a dar frutos com cinco anos de idade e achamos que não atrapalha o tráfego, basta os carros passarem mais devagar", falou Oliveira.
"Eu me mudei para uma casa perto do pé de pequi. Agora basta abrir a panela e deixar os piquis caírem para a gente cozinhar", disse o motorista Evaldo Soares, vizinho do pequi que fica no meio do curso da rua por onde passam os veículos.
O secretário municipal de Agricultura, Camilo Alencar, o Sambaibinha, disse que o Festival do Pequi vai divulgar a potencialidade da fruta na culinária como em pratos com galinha, arroz e pequi, pequi com arroz, pequi com feijão ou puro, mas incentivar o plantio de plantas da chapada com a implantação de um viveiro com mudas de pequi, bacuri, araçá, murici, puçá,mangaba, pitomba, cajá, buriti, açaí, jaborandi e o bruto, conhecido como araticum, uma pinha com gosto de cupuaçu.
"Com o viveiro, nós vamos distribuir as mudas para reflorestar as áreas degradadas com árvores frutíferas para gerar renda e emprego com a produção de polpa, sorvetes, cremes, sucos e vitaminas. Além da produção das frutas queremos estabelecer um ciclo produtivo no meio da agricultura familiar promovendo um desenvolvimento sustentável e fazendo a inclusão desses produtos na merenda escolar", falou Camilo Alencar.
Segundo a articuladora de projetos Socorro Morais, que faz a interligação do Ministério do Meio Ambiente com o município de Palmeirais, a ideia é fazer o aproveitamento integral do pequi como ocorre como faz uma cooperativa de minas gerais, que aproveita o fruto como creme, lasquinhas do pequi dissecadas usadas como aperitivo com a aparência de batata palha, e o pequi em conserva, que é usado na merenda escolar misturado com o arroz, feijão e comido com farinha.
"A casca do pequi é triturada e usada como ingrediente para ração de animais. Podemos ter esse uso do piqui em Palmeirais", declarou Socorro Morais.
O pequi tem uso medicinais. Os moradores de Palmeirais usam o pequi para a produção de azeite, que é vendido para a cura de gripe, asma, tosse pneumonia por lubrificar e liberar os fluxos dos pulmões e tem efeitos cicatrizantes e antinframatórios.
A agricultora Isabel Rodrigues Queiroz, de 49 anos, para conseguir o azeite de piqui descascando o fruto, depois os cozinha em uma lata de querosene. Em seguida, ela pisa o pequi em um pilão e coloca novamente no fogo e deixa o azeite apurar.
Quando o azeite está pronto, trabalho de um dia, Isabel Queiroz vende por R$ 20. "Quando eu faço o azeite, vendo logo e deixo um pouquinho para usar em casa e dar uma colher para quem precisa em caso de emergência", falou a dona de casa e lavradora.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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