domingo, 24 de janeiro de 2010

Partidos da Base Aliada do Governador Wellington Dias(PT) si articulão para 2010

Era de se esperar que o governador Wellington Dias (PT) recebesse as pressões, notadamente de seu partido, que vem recebendo pela forma que ele escolheu para definir o nome do candidato à sucessão, mas não na intensidade que vem ocorrendo. Seu partido, o PT, abriu frente em todos os flancos para indispor o governador com os aliados e com isso ele ser obrigado a fazer uma opção, mesmo que as decisões que venham de Brasília. O PT começa a perceber que está perdendo espaço dentro do quadro de disputa interna, na medida em que o processo afunila-se e, em conseqüência, busca uma saída honrosa na corrida pela indicação. Chegou-se ao ponto de se deflagrar uma guerra do PT contra os aliados e quando um ataca o outro revida. A última foi que os aliados não aceitam o PT ficar com duas vagas na chapa e a resposta foi que os aliados são inconfiáveis para continuar o projeto. 
No meio do tiroteio está o governador Wellington Dias que, com sua paciência de Jó, se coloca à margem desta guerra. De fato, Dias tem sido poupado. Mas até quando? O governador garante ter o controle do processo nas mãos, mas quanto mais se aproxima o prazo acertado para a definição, as coisas parecem fora de controle, levando crer que no final da novela, os critérios previamente acertados entre todos os partidos não vai prevalecer na escolha. O risco de um impasse é grande porque nenhum dos quatro pré-candidatos preenchem todos os critérios – o que tem aceitação popular pode não aglutinar os partidos da base e muito menos dar seqüência ao projeto de Wellington Dias. Então, que critério afinal será usado para definir a escolha? Ou seja, a base parece estar andando em círculo o que resultará em ruptura, levando-a a protagonizar o que se chamaria de “Cisma Governista” originando dois candidatos. ALIADOS NA PREFEITURA .O senador João Vicente Claudino (PTB) decidiu deixar de lado a sua timidez política e partir para a negociação, a fim de viabilizar sua candidatura junto aos partidos da aliança governista. Nas conversas que vem tendo com os pré-candidatos e os líderes dos partidos da base, JVC diz sem rodeios que se o prefeito Sílvio Mendes (PSDB) deixar a prefeitura para se candidatar ao governo e o vice Elmano Ferrer assumir os partidos aliados podem participar da administração. ESTADUALIZAÇÃO DO HUT.O custo de manutenção do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), estimado em cerca de R$ 3 milhões/mês, assusta o vice-prefeito de Teresina Elmano Ferrer. Caso venha a assumir o cargo de prefeito com a renúncia de Sílvio Mendes, Ferrer vai pensar num modo de estadualizar o HUT, porque a prefeitura não tem suporte para bancar o funcionamento do hospital. A não ser é claro que o estado encontre um jeito de repassar uma ajuda financeira para as despesas. VOLTA AO GOVERNO .Apesar de a cúpula do partido está de acordo com a tese de se aliar ao candidato que lhe ceder a indicação do cargo de vice-governador, o PMDB, pelo menos o grupo que está no governo, não coloca a opção de aliança com Sílvio Mendes como primeira no plano de sobrevivência partidária. De preferência, os governistas dão preferência a uma vice de Wilson Martins, caso seja escolhido, porque ele ficará no governo e não pleiteará a reeleição em 2014. IRRITAÇÃO DIRFARÇADA .Quando concedia entrevista aos jornalistas após seu desembarque em Teresina, de uma viagem a Brasília, na quinta-feira, no final da manhã, o governador Wellington Dias tentou disfarçar sua irritação. Foi após lhe perguntarem sobre a posição do PT em relação à candidatura própria e aos aliados. Enquanto dizia que não podia fazer considerações sobre análises individuais, Dias conteve uma resposta dura mas o seu semblante era de fúria. SAÍDA DOMÉSTICA.O prefeito de Floriano Joel Rodrigues (PTB) esteve semana passada em Teresina participando de um solenidade no Palácio de Karnak. Ao deputado Paulo Henrique disse que não tinham encontrado um nome para votar para deputado estadual, no lugar de Valério Carvalho, com quem rompeu. A saída, segundo ele, seria lançar seu irmão para disputar as eleições. INCONCILIAÇÃO .As restrições que alguns setores do PT fazem à aliança do PT com o PTB para apoiar o nome do senador João Vicente à sucessão de Wellington Dias têm origem nos problemas municipais em muitas cidades. Uma delas é a de Bom Jesus, no Extremo-Sul do Piauí. Ali, o prefeito Benvindo, que é do PTB e ligado a JVC, é inimigo inconciliável do deputado Fábio Novo, presidente do PT. TUDO EM CASA .O prefeito de Paulistana, Luiz Coelho, do PMDB, desistiu de ser candidato a deputado estadual mas não abrirá mão de ter na família um representante na Assembléia. Seguindo os passos do prefeito de Barras, Coelho decidiu que vai apresentar o nome da mulher ao partido para compor a chapa proporcional do partido. Pelo menos é que se está comentando na cidade. CRITÉRIO FECHADO .O deputado Flávio Nogueira, presidente do PDT, diz sem meias palavras que a definição do nome do candidato da base não deve levar em conta apenas a aceitação popular do candidato. Para Nogueira, que diz não fazer restrição a nenhum dos nomes, o pré-candidato precisa mostrar a capacidade de aglutinar os partidos da base, porque assim todos se empenharão. RÁPIDAS .Que Elmano Ferrer, se assumir a prefeitura, vai fazer profundas mudanças na composição da base parlamentar na câmara, isso vai. Mas tem vereador da base do prefeito, inclusive do PSDB, que quer continuar na base para manter as indicações que fez para cargos na prefeitura. 
Elmano não titubeia quando é indagado, inclusive, se, ao assumir, o PRTB vai ter espaço na administração municipal. Ele garante que todos os partidos do leque de alianças do PTB serão chamados, até o PRTB. O PRTB, para lembrar, é controlado pelo empresário João Claudino. 
O deputado João de Deus (PT) garante que o candidato a governador da base governista à sucessão de Wellington Dias é Antonio José Medeiros. Não explicou como será a escolha, se por critério de aceitação ou aglutinação. Só disse que será ele o candidato dos aliados. João Vicente, pré-candidato do PTB ao governo, foi a Uruçuí no meio da semana junto com o pré-candidato do PMDB, Marcelo Castro. O que os dois conversaram não se sabe, mas pelo visto, as hostilidades políticas de ambos por interesses econômicos parecem ter arrefecido. O governador Wellington Dias preside hoje à noite em Oeiras a solenidade de inauguração do Cine Teatro da cidade. Como hoje, 24, marca o dia adesão do Piauí à independência do Brasil, Dias aproveita para homenagear personalidades com a Medalha do Mérito Renascença do Piauí. 

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